
Sentada em meu barquinho, viajando por mares do norte, a tempestade me pegou de surpresa !
Quase podia tocar aquela ilha, que construí durante todo o tempo em que estive em alto mar cercada somente de águas. A ilha com o teto azul, a borboleta que durme comigo e voa pela manhã, e aquela estrela do Nepal que brilha aqui.
Vum!!
A onda me engoliu e dentro dela já não podia enxergar nada mais. Durante dez dias remei como louca, ora em direção àquela ilha, ora decidida a rumar para mares do leste. Todo esse esforço, motivado pelo despero, foi em vão. Empurrava pra direita, logo pra esquerda. De volta ao zero! Há ! Que bobagem o desespero.
Tanto mar e tanto céu. Horizontes verticais. Posso ser Ícaro e voar, voar, voar, até que o Sol derreta as minhas asas ( e se tiver nublado ?? háhá) ou criar membranas e mergulhar no mais lindo dos mundos.
O suave balanço da canoa, canoa dos Verdes Mares, me embala e acalma meu coração. Pouco a pouco as ondas cansam da rebeldia e me trazem garrafas com mensagens de todas as partes. São de outros navegantes, que contam passar por calmarias e tempestades também, e que estão bem e descobrindo muitas coisas de dentro de seus pequenos barquinhos… E todos dizem seguir uma mesma estrela do céu, a que está logo ali acima deles. Paro a comtemplar essa estrela, a que reflete em mim: os amigos são mesmo engraçados, estão sempre numa estranha em sintonia !
Quase podia tocar aquela ilha, que construí durante todo o tempo em que estive em alto mar cercada somente de águas. A ilha com o teto azul, a borboleta que durme comigo e voa pela manhã, e aquela estrela do Nepal que brilha aqui.
Vum!!
A onda me engoliu e dentro dela já não podia enxergar nada mais. Durante dez dias remei como louca, ora em direção àquela ilha, ora decidida a rumar para mares do leste. Todo esse esforço, motivado pelo despero, foi em vão. Empurrava pra direita, logo pra esquerda. De volta ao zero! Há ! Que bobagem o desespero.
Tanto mar e tanto céu. Horizontes verticais. Posso ser Ícaro e voar, voar, voar, até que o Sol derreta as minhas asas ( e se tiver nublado ?? háhá) ou criar membranas e mergulhar no mais lindo dos mundos.
O suave balanço da canoa, canoa dos Verdes Mares, me embala e acalma meu coração. Pouco a pouco as ondas cansam da rebeldia e me trazem garrafas com mensagens de todas as partes. São de outros navegantes, que contam passar por calmarias e tempestades também, e que estão bem e descobrindo muitas coisas de dentro de seus pequenos barquinhos… E todos dizem seguir uma mesma estrela do céu, a que está logo ali acima deles. Paro a comtemplar essa estrela, a que reflete em mim: os amigos são mesmo engraçados, estão sempre numa estranha em sintonia !
Acabo de me lembrar do primeiro poema que decorei, na terceira série:
MAR PORTUGUÊS
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
Ó Mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar,
Para que fosses nosso, Ó mar?
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar,
Para que fosses nosso, Ó mar?
Valeu a pena ?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas é nele que espelhou o céu.
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas é nele que espelhou o céu.
Escutando Caetano Veloso, Os argonautas…(quando o The Man fizer o meu blog poderoso como o da MM, vcs vão poder clicar no link e escutar a música!!! )
“Navegar é preciso, viver não é preciso”..Também do Fernando Pessoa, meu querido.
“Navegar é preciso, viver não é preciso”..Também do Fernando Pessoa, meu querido.

1 comment:
Uhnn muito bom!Ainda mais ainda em saber que com seu barco está tudo bem! E que ande mais pra esquerda pra direita, pois realmente, se a alma não é pequena...Que volte até mesmo para o mesmo lugar, cresça e vá longe, longe!
bjo conrado
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